O uso de tecnologia tem sido um aliado fundamental nas buscas por dois caçadores desaparecidos na comunidade Mororó, zona rural de Porto Walter. A operação, que já entra em dias intensos, combina equipamentos modernos com o conhecimento tradicional dos moradores da região.
De acordo com o comandante Josadac Cavalcante, as equipes do Corpo de Bombeiros utilizam aparelhos de GPS para mapear áreas estratégicas da floresta, além de telefones via satélite, que garantem a comunicação mesmo em locais sem sinal convencional.
A partir das informações repassadas por moradores e integrantes do grupo de caçadores, os militares traçam rotas com base em coordenadas geográficas, levando em consideração igarapés, trilhas de caça e afluentes da região, como forma de reduzir a área de busca.
A tecnologia permite dividir a região em quadrantes, facilitando o deslocamento das equipes e aumentando a eficiência das buscas. Ainda assim, o trabalho exige precisão e cautela, já que a densa vegetação e o difícil acesso tornam a operação ainda mais desafiadora.
Outro ponto importante é a utilização das informações em tempo real entre as equipes, possível graças aos equipamentos de comunicação, o que permite ajustes rápidos na estratégia durante a operação.
Apesar do avanço tecnológico, o comandante destaca que o apoio da comunidade continua sendo essencial. “A tecnologia ajuda muito, mas o conhecimento de quem vive na região faz toda a diferença”, reforçou.
As buscas seguem na tentativa de localizar os dois caçadores desaparecidos, que se perderam após se separarem do grupo durante uma atividade de caça.
Por Juruá24horas
