As buscas por dois caçadores desaparecidos na floresta, na comunidade Mororó, zona rural de Porto Walter, já chegam ao quinto dia e mobilizam uma grande operação do Corpo de Bombeiros com apoio de moradores da região.
De acordo com o comandante Josadac Cavalcante, a ocorrência foi registrada após a informação de que duas pessoas haviam se perdido em área de mata. No entanto, após levantamento inicial, foi constatado que se tratava de um grupo de cinco caçadores que atuavam na comunidade Mororó, localizada no Rio Cruzeiro do Vale, afluente do Rio Juruá.
Segundo as informações, dois integrantes do grupo se separaram dos demais ainda na segunda-feira e deveriam retornar ao ponto de encontro na quarta-feira, o que não aconteceu. Diante da ausência, os outros três caçadores retornaram à comunidade e comunicaram o desaparecimento.
Com base no relato, o Corpo de Bombeiros iniciou o planejamento da operação e mobilizou uma equipe para se deslocar até a localidade. A viagem até a comunidade é longa e desafiadora, com mais de 246 quilômetros percorridos por via fluvial.
Ao chegar na região, os militares contam com o apoio fundamental dos moradores locais, que conhecem profundamente a área, incluindo trilhas, rotas de caça e igarapés. Esse conhecimento é essencial para orientar as equipes até o ponto central onde o grupo realizava a atividade.
A partir desse local, os bombeiros iniciam as buscas por vestígios que possam indicar o paradeiro dos desaparecidos. A estratégia inclui o mapeamento da área com uso de GPS e telefones via satélite, além da divisão das equipes em diferentes pontos da floresta, especialmente ao longo de igarapés e afluentes.
Ainda segundo o comandante, pessoas desorientadas na mata tendem a seguir cursos d’água como forma de orientação, o que direciona o trabalho das equipes.
As buscas se tornam ainda mais complexas pelo tempo já transcorrido, já que os desaparecidos podem estar em deslocamento constante, dificultando o alcance das equipes.
O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que caçadores e moradores que entram na floresta utilizem aplicativos de GPS offline e, em caso de desorientação, permaneçam próximos ao local onde se perderam. Caso encontrem um igarapé, a recomendação é seguir sempre no sentido da correnteza, aumentando as chances de encontrar ajuda.
Por Juruá24horas
