De acordo com estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a conta de luz pode subir cerca de 8% em média no Brasil, índice acima da inflação prevista para o período.
No Acre, o cenário tende a ser ainda mais sensível. Isso porque o estado já enfrenta desafios estruturais no fornecimento de energia, além de depender de fatores como custos de distribuição, encargos regionais e condições climáticas que influenciam diretamente no valor final da tarifa.
Outro ponto que pesa no bolso do consumidor são os subsídios do setor elétrico, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia políticas públicas e benefícios, mas acaba sendo repassada na conta de luz. Esses encargos têm crescido ao longo dos anos e são um dos principais responsáveis pelos aumentos sucessivos.
Além disso, fatores como o uso de usinas termelétricas mais caras em períodos de seca, e o sistema de bandeiras tarifárias também podem elevar ainda mais o custo da energia ao longo do ano.
Apesar do cenário de alta, programas como a Tarifa Social de Energia Elétrica continuam sendo uma alternativa para amenizar o impacto entre famílias de baixa renda. No Acre, milhares de famílias já são beneficiadas com descontos que podem chegar a 100% para consumos mais baixos.
Especialistas alertam que o impacto final pode variar conforme o perfil de consumo de cada residência, hábitos de uso e até o período do dia em que a energia é utilizada, especialmente com a possibilidade de mudanças no modelo tarifário nos próximos anos.
Diante disso, a expectativa é que 2026 seja mais um ano de atenção redobrada para os consumidores acreanos, que devem buscar alternativas para economizar energia e reduzir o impacto no orçamento doméstico.
